XIV Edição
Os Artistas

Diemut Poppen
Viola, Direção Artística
Diemut Poppen é uma instrumentista de renome mundial, com carreira internacional a solo, em música de câmara e com orquestra, e pedagoga de viola de arco na Escola Superior das Artes de Zurique, na Escola Superior de Música de Friburgo e na Escuela Reina Sofía, em Madrid. Integrou a Lucerne Festival Orchestra a convite de Claudio Abbado e fundou a European Chamber Orchestra, a Mozart Orchestra de Bolonha e a Gustav Mahler Chamber Orchestra.
Criou o Festival Cantabile em Lisboa em 2010 e o Rigi Musiktage Festival na Suíça em 2014. Foi distinguida com o European Music Prize e a Medalha de Prata por serviços à Música, das mãos da rainha Sofia de Espanha.
Solistas convidados

Christel Lee
Violino
Nascida nos EUA de pais sul-coreanos, Christel Lee passou a infância no Canadá, regressando aos EUA para estudar na Juilliard School com Kyung Wha Chung. Prosseguiu depois estudos na Alemanha: primeiro na Academia Kronberg, depois na Escola Superior de Munique, sob orientação de Ana Chumachenco. Saltou para a ribalta aos 25 anos, ao obter o 1.º Prémio no Concurso Sibelius (Helsínquia), um dos mais importantes do mundo, em Abril de 2015. Dois anos antes, obtivera já o 2.º Prémio e o Prémio do Público no Concurso Internacional da ARD (Munique).
Com uma carreira que se estende da América do Norte e Europa até ao Extremo Oriente, Christel Lee já se apresentou a solo com a Sinfónica da Rádio Finlandesa, Filarmónica de Helsínquia, Sinfónica da Rádio da Baviera, Filarmónica de Tóquio, Sinfónica Nacional da Coreia, Sinfónica da KBS (Seul), Sinfónica da SWR de Stuttgart e Sinfónica de Vancouver. É além disso uma apaixonada da música de câmara, destacando-se colaborações com músicos como David Fung, Jonathan Roozeman e Yevgenya Lysohor.
É co-dedicatária do Duplo Concerto para violino e violoncelo, do compositor finlandês Kalevi Aho, que tocou em estreia mundial (Abril 2024).
Já se apresentou nos festivais de Aspen, Meclemburgo-Pomerânia, Menuhin/Gstaad, Alpenarte/Schwarzenberg, na Mozartfest/Würzburg, nas Semanas Musicais de Ascona/Locarno, no Palermo Classica e no Festival da Academia Kronberg. Regressa em 2026 ao Festival Cantabile.
Desde 2024, ensina na Escola Superior de Karlsruhe (Alemanha). Christel Lee toca um violino Landolfi de 1770, após ter tocado um Storioni de 1781.

Carla Marrero Martínez
Violino
Natural de Espanha e fixada em Munique, Carla Marrero é elogiada pela sua fogosidade e pela técnica brilhante que possui. Estudou com uma notável galeria de mestres do violino, como Marco Rizzi, Kolja Blacher, Anna Chumachenco e Friedemann Eichhorn (com quem concluiu os seus estudos, em 2021). Foi 2.º Prémio do Concurso de Mirecourt (2016) e, no âmbito dos prestigiados cursos da Academia Kronberg, recebeu os prémios Ana Chumachenco (2017) e Manfred Grommek (2021). Foi desde cedo notada pela Fundação Anne-Sophie Mutter, beneficiando do apoio desta para a prossecução dos seus estudos. Beneficia actualmente do apoio da Fundação Humboldt e da Fundação Amigos dos Jovens Músicos de Munique.
Além da sua carreira enquanto solista (com orquestra), que já a levou a palcos importantes da Alemanha e de Espanha, Carla Marrero é uma apaixonada da música de câmara, domínio em que já tocou ao lado de nomes como Gidon Kremer, Christian Tetzlaff, Steven Isserlis e András Schiff, além de ter criado o Quarteto Valor.
A sua relação com Anne-Sophie Mutter não terminou com os estudos: hoje, Carla é integrante regular do ensemble Mutter's Virtuosi, com o qual tem feito digressões e no qual tem oportunidade de se apresentar como solista. Carla Marrero toca um Vuillaume de 1843, gentilmente cedido pelo Círculo de Amigos da Fundação Anne-Sophie Mutter.

Fabiana d'Auria
Violino
Graduada com distinção pelo histórico Conservatório San Pietro a Majella de Nápoles, Fabiana D'Auria estudou depois com Maurizio Sciarretta, Boris Belkin e Marc Bouchkov. Em masterclasses, teve oportunidade de trabalhar com nomes como Pavel Vernikov, Ilya Grubert, Stefano Pagliani ou Ulf Schneider. O seu talento foi reconhecido com o 1.º Prémio do Concurso Nacional Saverio Mercadante de Nápoles. Fabiana já actuou em locais como a Sala Smetana (Praga), a Sala Haydn (Eisenstadt), o Musikverein e a Konzerthaus de Viena e o Teatro San Carlo de Nápoles.
A sua forte ligação com o repertório de câmara levou-a a criar o seu próprio Trio — Trio Audis —, além de já se ter apresentado ao lado de músicos como Vahan Mardirossian, Svetlin Roussev, Diemut Poppen, Alexander Chaushian e Christel Lee.
Samuel Barsegian
Viola
Nascido na capital arménia, Yerevan, Samuel Barsegian começou pelo violino, passando à viola aos 15 anos. Dos 18 aos 20 anos, foi solista da Orquestra Sinfónica da Rádio da Arménia. Prosseguiu a sua formação no estrangeiro, estudando com Kim Kashkashian (Friburgo), Karen Tuttle (Juilliard) e Madeline Prager (Karlsruhe). Depois disso, foi discípulo do grande violetista e maestro Rudolf Barshai, do qual recebeu as primeiras 'luzes' de direcção, campo que depois desenvolveu com Lawrence Foster e, mais informalmente, com David Zinman, Bertrand de Billy, Simone Young e Jukka-Pekka Saraste. De 1998 a 2008, foi chefe de naipe da Real Orquestra Filarmónica da Flandres, transitando daí para idêntica posição na Orquestra Gulbenkian, onde se mantém até hoje. Como maestro, a sua estreia foi com esta orquestra, em 2013.
É regularmente viola convidado da Sinfónica do Porto-Casa da Música e da Sinfónica de Tenerife.
Integra o quadro docente da Escola Superior de Música de Lisboa.

Pavel Gomziakov
Violoncelo
Nascido em Tchaikovsky (Região dos Urais/Rússia), Pavel Gomziakov iniciou os seus estudos de violoncelo aos nove anos. Aos catorze, muda-se para Moscovo, onde estuda na Escola Gnessin e mais tarde no Conservatório Tchaikovsky, com Dmitri Miller. Prossegue os seus estudos em Madrid, com Natalia Schakhovskaya, na Escola Superior Reina Sofía, após o que ruma ao Conservatório Superior de Música de Paris, aí obtendo o diploma do Ciclo de Aperfeiçoamento em violoncelo, na classe de Philippe Muller. Em Abril de 2010, estreia-se nos EUA com a Sinfónica de Chicago, dirigida por Trevor Pinnock, regressando em 2012.
Pavel Gomziakov apresenta-se regularmente em toda a Europa, na América do Sul e no Japão. Para além da Chicago Symphony, já se apresentou como solista com a Orquestra de Câmara Finlandesa, Orquestra do Capitole de Toulouse, Orquestra Nacional Russa, Orquesta Filarmónica Russa, Sinfónica de Seattle, Orquestra dos Pomeriggi Musicali de Milão, Orquestra Filarmónica Polaca do Báltico/Gdánsk, Orquestra de Avignon e, em Portugal, com a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Metropolitana. Foi solista convidado da Nova Filarmónica do Japão, Orquestra de Câmara de Londres, Orquestra Nacional de Montpellier, Orquestra Nacional de Lille, Orquestra Sinfónica do Québec, Real Orquestra Filarmónica de Liège e Sinfónica de Osaka.
Foi dirigido por maestros como Jukka-Pekka Saraste, Tugan Sokhiev, Jesús López-Cobos, Christopher Warren-Green, Trevor Pinnock, entre outros.
Com a pianista Maria João Pires, deu concertos por toda a Europa, Extremo-Oriente e América do Sul. Gravou com a pianista portuguesa a Sonata para violoncelo de Chopin, obra incluída no disco 'Chopin' (ed. Deutsche Grammophon/2009), que foi nomeado para os Grammy Awards.
Por generosa cedência da Sra. J. Ng (Hong-Kong), Pavel Gomziakov toca actualmente o maravilhoso Tecchler 'ex-Romberg' (Roma, 1703).

Alexander Chaushian
Violoncelo
Considerado um dos melhores violoncelistas a emergir na cena internacional no início do século XXI, o arménio Alexander Chaushian (n. Yerevan, 1977) desenvolveu uma carreira de solista com orquestra, apresentando-se com formações como a Philharmonia Orchestra, a Royal Philharmonic, os London Mozart Players, a Orquestra de Câmara de Viena, a Orquestra da Suisse Romande, a Boston Pops Orchestra ou a Filarmónica Nacional da Arménia, em salas como: Royal Festival Hall, Southbank Centre, Queen Elizabeth Hall, Wigmore Hall, Konzerthaus Viena, Suntory Hall (Tóquio), Sala Verdi (Milão), Carnegie Hall e Symphony Hall (Boston).
Após estudos iniciais em Yerevan, Alexander foi para Londres, onde estudou na Menuhin School e na Guildhall School (com Oleg Kogan). Fez depois estudos avançados na Hochschule Hanns Eisler de Berlim (com Boris Pergamenshikov e David Geringas), diplomando-se com distinção em 2005. Foi premiado em numerosos concursos, destacando-se o 3.º Prémio no 12.º Concurso Tchaikovsky (2002) e o Prémio Especial do Concurso Internacional da ARD/Munique (2005). Foi ainda seleccionado (1997) para o conceituado programa Young Concert Artists (Nova Iorque).
Apaixonado pela música de câmara, Alexander Chaushian já se apresentou ao lado de músicos como Yehudi Menuhin, Julia Fischer, Yuja Wang, Yuri Bashmet, Diemut Poppen ou Emmanuel Pahud. Trabalha regularmente (recitais e gravações) com o pianista Yevgeny Sudbin.
Convidado regular de prestigiados festivais em todo o mundo, Alexander é ele próprio o director artístico de um festival em Yerevan, de um festival de música de câmara em Pharos (Chipre) e da Classic Cello International Competition (Londres).
A sua discografia inclui gravações efectuadas com Sudbin para o selo BIS, que mereceram rasgados elogios da crítica internacional, e uma aclamada gravação em que se apresenta como solista com a Filarmónica da Arménia (BIS/2023).
Alexander Chaushian ensina no Royal College of Music e na Menuhin School.

José Gallardo
Piano
O pianista argentino José Gallardo (n. 1970) é um dos mais requisitados pianistas de música de câmara da cena internacional. Após estudos no Conservatório de Buenos Aires, veio para a Europa, onde estudou na Hochschule de Mainz, aí obtendo o seu diploma em 1997. É nesses anos que desperta o seu interesse e paixão pela música de câmara. Entre os músicos que mais o inspiraram, José Gallardo cita Menahem Pressler, Rosalyn Tureck, Sergiu Celibidache e Bernard Greenhouse.
Ainda na Argentina e mais tarde já na Europa, José Gallardo recebeu numerosas distinções e prémios. É presença regular em festivais tão prestigiados como Lockenhaus, Verbier, Lucerna, 'Chopin e a sua Europa'/Varsóvia, Schleswig-Holstein, Cork, City of London e Rheingau, além dos destivais da Academia Kronberg e da Academia de Budapeste.
Entre os músicos com que tem colaborado em música de câmara contam-se nomes como Gidon Kremer, Vilde Frang, Veronika Eberle, Nicolas Altstaedt, Miklós Perényi, Andreas Ottensammer, Diana Tishchenko, Linus Roth e Maximilian Hornung.
Com uma carreira que se estende da América do Norte à Austrália, José Gallardo já actuou em salas tão conhecidas como a Filarmonia de Berlim, a Tonhalle de Zurique, a Filarmonia do Elba (Hamburgo), o Teatro della Pergola (Florença) ou o Wigmore Hall (Londres).
Gravações em que participou foram editadas em selos como EMI, Warner, Deutsche Grammophon e Hänssler e concertos seus já foram gravados pela BBC, RAI, Rádio do Sudoeste da Alemanha e Rádio de Berlim.
É docente na Hochschule de Augsburgo desde 2008 e, juntamente com Andreas Ottensammer, criou o festival de música de câmara de Burgenstock (Lago de Lucerna).
José Gallardo regressa este ano ao Festival Cantabile, após o sucesso da sua estreia na edição de 2025.

Michaela Unsinn
Mezzo-soprano
A mezzo-soprano suíço-alemã Michaela Unsinn estudou na Zurich University of the Arts (ZHdK) com Lina Maria Åkerlund, terminando com distinção os mestrados em Pedagogia e em Performance. Frequentou masterclasses com Ingeborg Danz, Yvonne Naef e Kurt Widmer, entre outros. Tem uma carreira ativa como solista, sobretudo em oratória mas também em ópera, do barroco ao pós-romantismo — com obras como a Missa em Si menor e a Paixão Segundo São João de Bach, o Messias de Handel, o Elias de Mendelssohn, a Petite messe solennelle de Rossini e o Stabat Mater de Dvořák — e em recital, com ciclos de Schumann, Schubert, Strauss, Brahms, Mahler e Wagner. É apoiada, desde 2011, pela Friedl-Wald Stiftung (Basileia) e é bolseira, desde 2012/2013, da Migros Kulturprozent.
